Neve e viagens

13 01 2010

Quando vivi na Dinamarca, passei cerca de 2 meses rodeada de neve (neve a serio, metro de altura no minimo). Foi giro no inicio, mas à medida que os dias iam passando, a lama acumulada pelos caminhos reabertos todas as manhãs pelos limpa-neves tornaram uma vivência idílica numa rotina diária de limpeza de botas… No entanto, apenas no primeiro dia do nevão a minha vida foi afectada, já que rapidamente a sociedade entrou no modo “em neve”.

Em Inglaterra é diferente. Tudo bem, aqui no centro pelo menos não neva (nem está frio) como na Dinamarca. Contudo, todos os invernos que cá passei (e já conto 5) neva um bocadinho e às vezes a neve aguenta uns dias. Todos os anos é sempre a mesma confusão: transportes parados, estradas bloqueadas, pessoas presas em casa (ou como sempre achei, com desculpa ideal para não ir trabalhar).

Mas, vivendo a minha vidinha entre casa e laboratório (sempre vivi perto, para poder ir a qualquer hora ao lab, mesmo durante a noite), a neve nunca me afectou por aí além. Claro que alguma vez teria de ser a primeira! E quando é que me tinha de afectar? Mesmo antes do Natal! Pois é, devido à neve estive quase, quase a não poder passar o Natal em casa…

O meu voo, dia 21 de Dezembro, foi cancelado 10 minutos antes da hora de embarque. No início mantive a calma, “que giro, vou aprender os procedimentos de cancelamento de voos”, pensei. Mas à medida que os voos cancelados iam sendo debitados pelo altifalante, as contas foram sendo feitas e entre 1500-2000 pessoas estariam ali, numa fila com apenas dois assistentes à disposição, para tentar arranjar voos alternatives nos próximos 3 dias… Rapidamente apercebi-me da realidade e o panico começou a tentar instalar-se. Telefonei a pedir ajuda “vê-me voos, por favor, qualquer companhia, qualquer destino na peninsula”. Entretanto a informação que percorria a fila desesperada era que as únicas datas que estavam a ser apresentadas como alternative era dia 27 de Dezembro. WHAT??? E o Natal? Pelo telefone: “está tudo esgotado”! “Espera, arranjei um voo para amanhã, dia 22 de manhã!.” Uffa… É para Faro, mas ainda vou poder ir ao encontro annual com os meus amiguinhos…

1 hora depois “Olha, o voo de amanhã acabou de ser cancelado também”… … … ..  Novos telefonemas, e finalmente “Última vaga para lisboa, dia 24, depois vens para o Porto, pode ser” “Sim, quanto é?” “Deixa lá o preço, o que interessa é estares connosco no Natal”.

Sim, consegui passar o Natal com a família. Após 2 voos cancelados (do qual ainda não recebi resposta de reembolso da Ryanair, da Easyjet já devolveram o dinheiro do voo) e  €450 por um voo de última hora na TAP.

Conclusão 1: em época de Natal ou datas mesmo muito importantes no Inverno vou reconsiderar o uso das lowcost (das quais sou fã numero 1, já que as uso há 5 anos sem qualquer problema)…

Conclusão 2: Inglaterra devia preparar-se mesmo para Invernos rigorosos…

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