Paris Fashion Week – Kenzo SS11

14 10 2010

E assim, sem contar e graças a uma muy grande connection, vi-me com um convite para a PFW, mais precisamente para a collecção primavera-Verão 2011 da Kenzo. E apesar de não perceber nada de moda, até gosto bastante da Kenzo principalmente por se inspirar em padrões e linhas mais étnicas e tradicionais.

No dia, lá fui para o lab com um top e uns botins de salto alto na mala, para entrar mais no espírito fashion.

E que dizer? Foi uma experiência única! Mas vamos por partes.

O desfile ocorreu no Cirque d’hiver, uma sala de circo que não conhecia e que me deixou com muita vontade de revisitar.

Só se podia entrar com convite. Uma chuva miudinha acolhia uma fila enorme de pessoas, metade com um ar assustado e outra metade bem “dona do mundo”. Algumas aves raras, mas menos do que esperava. Muitos, muitos, muitos saltos altos (e eu contentinha por me ter lembrado dos meus).

Lá entramos, muitas câmaras apontadas para apanhar as celebridades, lugares marcados.

Um terço da audiência eram jornalistas. Outro terço, pessoas interessadas. O resto? “Look at me! Look at me!” Pescoços bem esticados, mãozinhas a acenar para aqui, para ali, risinhos histéricos et voilà!

Uns momentos depois, sala quase cheia, começa o desfile. Tecidos leves, padrões florais em cores mais pastel (será que me safo como jornalista de moda?). O melhor? Os sapatos, a lembrar imenso o estilo tradicional japonês. O pior? Modelos escanzeladas (vá algumas até tinham maminhas…) e com uma postura péssima. Sim, eu sei que se desfila assim, mas que dizer? Costas para trás é um grande no-no, muitos anos de ballet para poder aceitar, sorry.

O desfile terminou com modelos a encher o palco com combinação de padrões, tecidos e peças tradicionais, numa apoteose de cor, cultura e tradição que foi um regalo para os olhos.

Mas o melhor, para mim, foi mesmo a after-party. Nunca vi nada assim! Champagne non-stop (literalmente: as flutes não ficavam vazias, havia sempre alguém a encher os copos; se se pousasse o copo, vinha outro empregado com champagne E mais flutes na mão), muitos aperitivos e até crepes. Mas o efeito wow veio quando avistei dois “stands” de presunto! Sim, isso mesmo, duas barraquinhas com senhores a cortar fatias finíssimas de presunto toda a noite! Achei hilariante ver aquele pessoal muito magro, todo preocupado com aparências, a lançar as manápulas como abutres às fatias de presunto. Claro que eu também o fiz, aliás imaginem onde eu estive a noite toda? 😉 As aves raras começaram a aparecer (acho que as connections só lhes abriram as portas para as after-parties). Provavelmente falei com pessoas conhecidíssimas, tipo celebridades do mundo fashion, mas que para mim eram as mais aves-raras do local e que me atraíram por serem tão “fora”. Um deles, que me deixou sem saber o que dizer quando me disse que o que faz da vida é andar por Fashion Weeks, foi atacado por jornalistas quando deixei de falar com ele…

Para mim, toda esta noite foi um espreitar de um mundo completamente paralelo ao meu. Se gostei? Gostei imenso! Mas confirmou o meu estereotipo de que estas pessoas sofrem para ser notadas… E só quando o forem serão (sentir-se-ão) alguém…

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14 10 2010
papis

alem daquelas gueixas gostei do PRESUNTO…A mamã até pensava que era um arranjo floral…Levaste algum para casa? Na barriga pelo que dizes.E a sala deve ser dselumbrante com os modelos a posar e os modelos a observar do alto dos saltos altos.Beijões.

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