Strolling around Paris

6 11 2010

A semana passada fui visitar o Panteão de Paris.

Para além da magnífica arquitectura e dos túmulos da minha querida Marie Curie (uma das maiores cientistas de sempre, mulher e mãe, que conseguiu vingar num mundo de homens), do “Um por todos, todos por um!” Dumas, do “miserável” Victor Hugo, do visionário Braille, Monnet e muitos outros grandes cérebros, o Panteão acolhe a primeira experiência de sempre a demonstrar a rotação da Terra: o pêndulo de Foucault.

Sempre achei que já percebia como o pêndulo funcionava (até porque já tinha visto vários outros), mas só desta vez é que pensei mesmo sobre o assunto.

E a verdade é que o processo me deixou bastante tonta e frágil. Ver o pêndulo mudar de plano com o passar do dia e saber que é tudo uma ilusão de óptica, que sou eu, uma minúscula criatura em cima de um planeta que até não é assim tão gigante, que movimento sem me mexer, sem controlo, involuntariamente arrastada pela rotação natural da Terra. E essa percepção deu-me tonturas e fez-me regressar à minha insignificância, à diminuta condição humana.

É um sítio a não perder, especialmente para relativizar a nossa vida e nos relembrarmos que, como “um por todos e todos por um”, como indíviduos somos nada, mas como grupo ainda vamos deixando uma marca.

PS: as fotos foram tiradas exactamente em frenta ao pêndulo; reparem como numa hora a Terra se movimenta. Nada? Olhem para a posição das colunas atrás do pêndulo…

Anúncios

Acções

Information

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: