“No pares, siga, siga”

1 02 2011

Saio de casa às 10 da manhã.

Passo o dia não só em pé, mas a utilizar aparelhos em várias salas de andares diferentes.

Sentar? Máximo 5 minutos para responder a mails ou ler mais um parágrafo do paper.

Carrego soluções em frascos de litro. Várias, uma em cada mão e as outras debaixo dos braços.

Tubos e tubinhos às centenas, alguns dias passa dos milhares.

Mas o almoço não pode faltar, 30-40 minutos no máximo enquanto o timer não apita. Já há muito que me deixei de importar com a qualidade, com este ritmo a quantidade ganhou há muito.

Pipeto e pipeto.

Horas chatas em semanas de sincronização celular com dias de 14, 16 horas.

Repito tudo, mais uma vez, a reproducibilidade impera.

Está tudo? Pronto, acabei. Luzes apagadas às vezes, outras vezes “até amanhã, não fiques até às 6 da manhã outra vez”.

Volto a casa, o relógio passa das 10 da noite (e vivo apenas a 20min porta a porta).

“Que dia é hoje? Sábado? Mas estamos todos aqui!”

E nem com o Big Brother longe o ritmo abranda.

É oficial: ao fim de 6 anos de lab transformei-me num verdadeiro rato de laboratório.

 

E quem dizia que depois do doc o ritmo abrandava estava muito enganado…

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