Yin-Yang

28 09 2010

Good music:

Bad music:

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Bolhinha de sabão XVI

18 08 2010

Paris é sem dúvida uma cidade majestosa e habitada por pessoas extremamente elegantes que passam a vida em glamorosos picnics ao pôr-do-sol.

Mas as ruas parisienses estão também pintalgadas por um tipo de arte inicialmente ilegal, irreverente e que finalmente se assume como moderna. Um tipo de arte que adoro e me tem feito usar o flash mais frequentemente do que arquitectura palacial. Sim, são graffitis.

Monstros que engolem janelas, modelos em eterna pose ou fachadas inteiras a lembrar um imaginário surrealista, tudo se pode encontrar ao virar da próxima esquina. Até arte móvel já que os vendedores de mercado autorizam graffiters a embelezar as suas monótonas carrinhas, salpicando também a cidade de cores.

O meu preferido? O jogo de almas mesmo ao lado da sala escura e fria onde passo horas ao microscópio… Vejo-os a alcançar o objectivo ao entrar e ao sair e fico sempre com um sorriso de “também eu vou conseguir”.

Obrigada a todos os artistas anónimos!





Bolhinha de sabão XV

30 07 2010

Uma das melhores surpresas parisienses é o sistema de transportes públicos.

Sim, são sujinhos.

Sim, sinto-me uma sardinha em lata na hora de ponta.

Sim, de vez em quando há umas greves que alteram a rotina.

Contudo, são frequentes, rápidos e cobrem toda a cidade.

Mas o melhor é a simpatia dos condutores de autocarro: um sorriso à entrada, esperam quando vêem alguém a correr e ainda abrem as portas se pedirmos quando estão parados no vermelho! Um exemplo que todos os condutores de bus deviam seguir.





Bolhinha de sabão XIV

20 07 2010

Relembrada pelo post anterior do dia da Bastilha, não consigo entender o porquê de se celebrar a nação com desfiles militares…

Hoje em dia, nesta Europa que se quer(eria) aberta, moderna, que sentido faz a demonstração e orgulho na força, na guerra? Sentido faria um desfile dos quadros essenciais ao país: profissionais da saúde, do ensino, restauração, etc…

Se eu mandasse, nestes dias de orgulho nacional desfilariam representantes das várias camadas profissionais que são bem mais importantes e valiosos a uma nação do que a sua artilharia ou o número de loops que pilotos conseguem fazer em jactos de última tecnologia (ou no caso de Portugal, da velha tecnologia russa).

E vá, continuaria a embelezar as ruas das cidades com a bandeira nacional, um dos símbolos de que mais gosto talvez pelas cores que imediatamente alegram qualquer fachada ou então por tornarem o vento vísivel.

Panteão Nacional

Objectos voadores que me acordaram…





Bolhinha de sabão XIII

14 07 2010

Hoje é feriado por estas bandas (weeee, um dos primeiros feriados que não calha num fim de semana).

Dia para relaxar -> check

Dia para trabalhar um bocadito ->  errr…..  Está a chover e a trovejar tanto que ainda não tive coragem de deixar o conforto do lar…

Dia para os franceses fazerem o seu jogging diário -> check (são uns doidos!!! Ou isso ou obcecados com as gordurinhas…)

Dia para picnic -> meu querido S. Pedro, pensava que eramos amigos!!!

Dia para ver os franceses celebrar a sua revolução -> er…. Chuva molha, certo? Pois… E já disse que troveja imenso?





Bolhinha de sabão XII

12 07 2010

Trabalho num dos institutos de investigação de cancro mais conceituados e prestigiados a nível mundial. Sempre que digo onde trabalho recebo um “wow” de volta. Realmente é bastante gratificante estar rodeada por investigadores tão bons e onde se faz ciência de grande importância para todos nós. Adoro o que faço e gosto imenso deste local de trabalho.

No entanto, em vez de entrar e sair do trabalho de nariz bem empinado e orgulhoso, costumo fazê-lo até de cabeça bem baixa. É que o Instituto está associado a um Hospital onde a investigação tem efeitos imediatos e com capacidade para alguns dos tratamentos anti-cancro mais eficazes. E por isso, sempre que entro e saio do meu local de trabalho cruzo-me com lutadores que, apesar do seu corpo parecer derrotado, têm olhares e sorrisos vencedores, fortes. Enchem-me de esperança e motivação para continuar a trabalhar. Mas o que me faz ficar cabisbaixa não são estes lutadores, são os seus familiars, esses sim, com ares derrotados e que olham para nós, para mim, como se buscassem uma tábua de salvação. E eu, só consigo olhar para o chão, envergonhada da minha ciência ser tão lenta, tão fundamental… Mesmo que descubra algo verdadeiramente significante, serão precisos anos até que chegue a quem precisa. Posso trabalhar horas, sem dormir. Podemos ser milhões de cientistas a fazê-lo, mas a verdade é que investigação é um processo tão, tão moroso… E é por isso que quando diariamente me cruzo com aqueles olhares desesperados, todo o orgulho que sinto por trabalhar onde trabalho me cai ao chão e só me consigo sentir frustrada por não poder ajudar e por saber as limitações que ainda existem. Mentalmente, desejo-lhes sorte e lá sigo o meu caminho…





Bolhinha de sabão XI

11 07 2010

Viver em Paris significa conviver com imensos artistas e fazer parte do cenário de imensos filmes, campanhas publicitárias, etc.

Conhecidos não sou propriamente a melhor pessoa para os “spotar”, já que costumo andar distraída com arquitectura ou com os meus pensamentos.

Mas desde que cá estou já vi vários shootings para campanhas publicitárias (o último foi na minha querida Pont des Arts, para uma marca de relógio qualquer), equipas de filmagens e provavelmente o que sera um videoclip, com muito breakdancing a ser filmado numa rua banal.

Noutro dia à noite, vinha para casa depois de um belo crepe e, mesmo ao lado do meu trabalho, eram várias as ruas cortadas e muitos mirones aglomerados. Lá fomos também espreitar o que era, quem era e de quem.

– Conheces alguém?

-Não…

– Eu também não… Desculpe sabe o que está a ser filmado

– Sim, o novo filme do Woody Allen.

Gritinho histérico depois:

– Olha, olha!!! Ele está ali!!!!

E tumba, tornei-me numa miúda histérica a tentar sacar fotos desse grande realizador.

PS: o filme é Midnight in Paris.