Música para a alma

3 03 2010

A cidadezinha onde tenho vivido peca (muito!) pela monotonia e falta de eventos culturais.

No entanto, quando esporadicamente grandes nomes aparecem por cá, os concertos são autênticas pérolas.

Por exemplo, como é que eu imaginaria ser possível ver o grandioso Maceo Parker, não só com imenso espaço para dançar, mas na fila da frente, olhá-lo nos olhos e sentir como nunca que, naquele momento, a música é mesmo minha? Apesar de sermos umas 100 pessoas numa sala com capacidade para um bom milhar (nunca percebi o gosto musical dos ingleses, ou a falta de…), o concerto foi fantastico e ainda lhe toquei na mão (direita) no fim do concerto! 😉

Ou, por exemplo, só me ter apercebido que Ludovico Einaudi vinha cá 4 dias antes do concerto e ainda ter conseguido bilhetes para lugares espectaculares? E que concerto! Numa altura em que conto os dias para finalmente sair daqui, em que pela primeira vez na vida peço ao tempo para avançar porque esta espera (e este lugar) me consumiram totalmente, este concerto foi uma viagem etérea. De uma forma inspiradora, cada música brincou com diferentes emoções. A minha vida neste sítio, os altos e os baixos foram passando à minha frente e, pela primeira vez, comecei a sentir saudades… Um concerto memorável com uma intensidade que ainda dura, 6 dias depois.

E como adoro partilhar, aqui fica a minha música preferida. Inspirem-se:





Best of England III

21 02 2010

Sem dúvida iPlayer e 4oD.

O que é? Assim que os programas passam na televisão ficam disponíveis online nos canais da BBC ou do Channel4, durante um determinado período de tempo (mínimo uma semana).

Para quem? Para quem não gosta de televisão, ou melhor, para quem não quer estar restrito a esperar por determinada hora para ver algo interessante na tv (não é só em Portugal que a programação televisiva deixa muito a desejar) e se recusa a ver programas completamente irrelevantes (televonelas, programas de conversas e chás, etc, etc). Para quem trabalha horas estranhas. Para quem não quer pagar um balúrdio para ter os serviços por cabo. Para quem não aguenta esperar uma semana para ver o próximo episódio (eu espero até ao fim das séries e vejo tudo de rajada).

Porquê? Porque, apesar de não ter televisão, há muitos documentários, filmes, séries e até mesmo concursos interessantíssimos.

E um desses concursos que me acompanhou desde o início do ano foi o “So you think you can dance”. Para amantes de dança como eu (ver este e este post), este concurso é uma luxuria com vários estilos de dança executados por bailarinos excepcionais que, semana após semana, crescem a um ritmo inacreditável. E algumas das rotinas são tão mágicas que é impossível não ficar em transe emocional a seguir aqueles movimentos. O meu preferido; o que me deixou sem palavras, só com lágrimas nos olhos, mesmo nunca tendo passado por esse drama (felizmente):

PS: Já agora, nunca é demais relembrar que é essencial a auto-palpação. Para mais informações, clicar aqui.





É tão bom voltar à infância…

18 05 2009

Rir porque sim, saltar porque me apetece, soltar cantorias sem nexo com as primeiras baboseiras que me vêm à cabeça… Fazer dancinhas pela casa fora, no passeio, no trabalho. Não pisar os quadrados pretos do chão, só os brancos, agora mais rápido, pisaste! Perdeste! Se passar com o pé direito naquele risco é porque vou ter um bom dia…

Eu sei que já não é muito aceitável brincar, fazer palhaçadas, mas faz parte do que sou e quando me sinto livre para o fazer é porque estou em harmonia. Especialmente quando tenho alguém a meu lado para não só rir comigo, mas para também entrar na brincadeira… Como competir sobre quem aguenta mais tempo sem respirar, já deitados na cama, mesmo antes de dormir. Eu 1:31. Ele 2:01. J

É tão bom voltar à infância… Ou deixar a infância voltar a nós!

Laugh just because, jump because I feel like it, sing nonsenses with the first words that come to my mind… Make little dances around the house, in the street, at work. Don’t step theblack squares on the floor, just the white ones, now faster, you stepped! Looser! If I step with my right foot over that line, my day will be great!

I know it’s not acceptable anymore to play around but that’s how I’m and, when I feel free enough to do it, that’s because I’m fully balanced. Especially when I have someone next to me that not just laughs with me but also takes part on the silliness… Like competing on who can hold the breath for longer when already laying in bed ready for sleep. Me 1:31. Him 2:01. J

It’s just wonderful to go back to childhood… Or let the childhood come back to us!





Dance!

29 04 2009

Dançar,  sentir os vibrados das notas musicais percorrer o corpo e dar forma a todas as emoções que se vão sentindo.

Dançar, transformar-se em plasticina e esticar, rodopiar, dobrar.

Dançar, ouvir, rir, chorar.

Dançar rápido, dançar devagar.

Dançar, dançar, dançar.

Dançar em pontas, seguindo os padrões classicos que há vários séculos encantam a humanidade.

Dançar descalço,levantar a poeira, acordar e chamar a atençao dos deuses.

Dançar num sofá, a abanicar de um lado para o outro.

Dançar no chuveiro, estendendo os movimentos aos salpicos de água.

Dançar com a cabeça, para a frente, para trás, lado, lado.

Dançar com o pé, bate, bate, bate, sou eu que marco o ritmo!

Dançar sozinho, dançar com um par.

Dançar em frente a uma multidao, mas sozinho com as emoções.

Danças de salão, africanas, indianas, clássicas, modernas, medievais, folclóricas.

Dançar em bebé, dançar na reforma.

Dançar para revitalizar.

Dançar para sorrir.

Dançar para exprimir.

Dançar para se ser.

A todos os bailarinos/dançarinos deste mundo fora, desde os clássicos, aos contemporâneos, dos das dancas de salão aos de sofá, dos batedores ritmados do pé aos abanadores de cabeça. Todos dançamos. Todos. Por isso, um feliz Dia de Danca.