Persepolis

13 04 2009

untitledHa’ muito que queria ver este filme… Imperdivel!

A realidade iraniana genialmente retratada na vida de Marjane, uma menina como eu e tu, nascida numa familia extremamente culta e liberal mas com a infelicidade de ter vindo numa das mais enigmaticas regioes do mundo. Persepolis transmite a confusao historica dos ultimos 30 anos no Irao, onde o poder saltita de uns para outros mas em comum continua a falta de liberdade, a perseguicao, a guerra, a intolerancia (e mais uma vez, os homens no poder e as mulheres a terem de acatar com os seus desvarios). O filme mostra como a mulher iraniana e’ a fonte de pecado (nao os olhos/mente do homem!) e, como tal, tem de se cobrir e nem sequer pode correr, porque as formas do rabinho sao evidenciadas…

Mas o filme mostra tambem o olhar preconceituoso dos europeus sobre os iranianos e a maneira surreal com que olhamos e bombardeamos com perguntas os iranianos que vamos conhecendo. Eu conheco duas iranianas, que tal como a personagem, sao tao amadas pelos pais que foram mandadas para a Europa para terem a oportunidade de serem mulheres cultas e independentes, oportunidade que o proprio pais lhes nega. Lembro-me bem de como achei interessantissimo falar com elas saciando a minha curiosidade sobre a sua cultura… E nem me apercebi se estaria a ser insensivel ou inoportuna…

Mas o filme tem mais uma vertente, que me tocou profundamente… Partir para se ser quem se quer, quando o nosso pais nao nos oferece todas as oportunidades. Eu sei que sai de Portugal pela curiosidade e a aventura de viver noutros paises. Mas a verdade e’ que ser investigadora em Portugal e’ extremamente dificil, ja’  que as oportunidades sao limitadas.  E a cena de despedida no aeroporto relembrou-me um dos momentos mais dificeis que ja’ vivi: o adeus de quem se ama para se partir em busca dos nossos sonhos. Como Marjane relembra: “A liberdade vem com um preco” e neste caso, viver-se longe de quem se ama.


I’ve been willing to see this movie for ages… And it is incredible!

Iranian reality is geniously perceived through Marjane’s life, a girl like me and you, born into an extremely cultured and liberal family but with the unfortunity of growing up in one of the most enigmatic regions of the world. Persepolis shows the historical mess of Iran’s  last 30 year, where the power jumps between ones and others but the lack of freedom, prosecution, war and intolerance (and once more, men in power and women having to accept all their crazyness) remains. The movie shows how the iranian women are the source of sin (not eyes/mind of men, no…) thus having to cover up, they shouldn’t even run as it emphasizes her buttocks’s shape…

But the movie also denounces the european eye’s prejudice about Iranians and the surreal way that we view and question them. I know 2 iranian young women that, as Marjane, are so loved by their parents that were sent to Europe to have the opportunity to become cultured and independent women, a chance they wouldn’t have back home. I remember how interested I was chatting to them, as my curiosity about their home was being fed. And I didn’t even noticed if I was being too insensitive…

But the movie also has another side, that touched me deeply. To leave to be whoever we want to be, when our own country doesn’t give that chance… I known I left Portugal for the adventure of living in other countries. But it’s also true that it’s very difficult to be researcher in Portugal, as there are not many opportunities. And the goodbye scene at the airport reminded me of one of the most difficult moments of my life: saying goodbye to the ones I loved to chase my dreams. As Marjane reminds: “Freedom comes with a price” and in our case, to live away from the ones we love.

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