Diário de Marrakech IV

12 02 2010

O último dia chegou com as últimas comprinhas nos souks e o tão esperado hammam, nos Bains des Marrakech. E a minha primeira experiência de spa foi óptima! Uma sauna de 45 minutos, com óleos de menta esfregados pelo corpo, seguida de uma mega exfoliação que arranca toda a pele morta (é melhor fechar os olhos para não ver a quantidade que sai) e nos deixa com uma pele macia e a mente relaxada. Um último tagine na Djemaa e, como o que é bom acaba rápido, o avião lá estava à nossa espera (onde é que estão os voos cancelados quando precisamos deles???) para nos trazer de volta à neve inglesa… 😦

Para recordar: os sumos de laranja a competir com o chás de menta; a mesquita Koutoubia (que foi reconstruida, já que inicialmente não estava orientada para meca) a funcionar melhor do que qualquer GPS, os souks, os chamamentos para oração a dar as horas, as cores, os cheiros e os sabores.

Para esquecer: os mendigos, as trotinetas a ziguezaguear, as crianças que dizem “só????” aos trocos que lhes damos, à agressividade marroquina quando o turista não lhes agrada.

Mas, Marrakech, I’ll be back! 😉

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Diário de Marrakech III

11 02 2010

No terceiro dia estava um solão lindo e a temperatura rondava os 30C! Vasculhamos o Cyber-park e fomos até aos jardins Majorelle (prenda de Yves-Saint Laurent à cidade onde viveu exilado). Voltamos aos souks mas o solinho chamava e fomos para o terraço da Riad escarafunchar umas laranjas deliciosas. À noite fomos ao restaurante Al Fassia, onde apenas mulheres são aceites na cozinha. Foi tudo que o Foundouk falhou: ambiente sofisticado e relaxado a acompanhar uma comida deliciosa em quantidades gigantes (a sopa é trazida numa terrina para a mesa e pode-se repetir as vezes que se quiser). Também é carito, mas a experiência é tão agradável que se justifica.





Diário de Marrakech II

11 02 2010

O segundo dia começou pelos (souks), onde nos perdemos e lá acabamos por fazer umas comprinhas (ups…..). Nesta zona, visitamos o museu de Marrakech e a escola de corão Ben Youssef Medrassa (linda, mas em vez de escola parece mais uma prisão). Ainda deu para ver pão a ser feito num típico Farnatchi antes do almoço no claustro da Dar TimTam (altamente recomendável com um ambiente super exótico). Ao fim da tarde fomos ver o pôr-do-sol nos jardins Menara, com as cores quentes a contrastar com a neve nas Atlas e a borbulhar de locais (que nos olhavam com bastante curiosidade). À noite fomos jantar ao La Foundouk, supostamente um dos melhores restaurantes em Marrocos, mas que nos decepcionou imenso. A comida não era má (sem ser nada de especial), o ambiente é giro mas podiamos estar em qualquer cidade do mundo, os empregados são muito “nariz empinado” e nunca conseguimos relaxar com o ambiente pseudo-sofisticado.. E claro, caríssimo (minimo €50-60 casal, sem bebida), especialmente tendo em conta os preços noutros restaurantes bons da cidade. À saída, há guias com lanternas para levar os clientes à praça principal, mas nós resolvemos arriscar e, com o sistema de orientação on, lá conseguimos chegar à praça sem grandes precalços.





Diário de Marrakech I

10 02 2010

No dia seguinte, descobrimos a área dos palácios. Começamos pelo Dar Si Said Museum e o Bahia Palace (onde graças ao meu lindo sorriso vimos uma área fechada aos turistas, onde as mulheres do harem viviam). Almoçamos uma tagine genial, no restaurante Places des Ferblantiers (típico e muito barato) e enquanto relaxávamos num parque, fomos cuspidos por um mendigo por não lhe darmos esmola… À tarde, descobrimos as ruínas do Badi Palace, com vistas espectaculares sobre a cidade e as montanhas Atlas com os cumes cheios de neve e ainda fomos espreitar os tumulos Saadian. A noite acabou num restaurante recomendado pela dona da Riad, Chez Berbere, com musica ao vivo e um ambiente agradável (mas bastante turistico).





Celebration time!

10 02 2010

O doutoramento foi devidamente celebrado com uma “festinha” organizada em cima da hora e com um fim de semana em Londres com os meus papis (fotos não há, tenho de esperar que a minha gentil maninha trate disso).

Mas como viajar é uma das minhas paixões, o doutoramento merecia uma viagem a um sítio onde ainda não tinha estado. Já que o tempo que a minha companhia tinha disponivel era bastante limitado, teria de ser um short flight e há muito que esta cidade “chamava” por mim. Assim, durante 4 dias, Marrakech foi o meu escape para relaxar, aprender, sorrir e encher os sentidos com a multiplicidade de cheiros e cores.

Como era a primeira vez que iamos a Marrakech, chegavamos à noite e a Riad onde iamos ficar era mesmo no centro da Medina (só há acesso a pé até à Riad), alugamos previamente um taxi através da Riad para não nos perdermos. Mesmo com o meu sentido de orientação, nunca teriamos chegado sem o guia e aqueles becos labirinticos impõe respeito a qualquer recem-chegado!

A Riad (Riad des Droles) é lindissima! Só tem 4 quartos (é uma casa palacial convertida em “hotel”) e nós fomos os únicos hóspedes durante toda a estadia! Apesar de decepcionante (adoro conhecer pessoas e o ambiente intimista seria optimo para conviver com outros hospedes), foi como se estivessemos na nossa casa, pelo que estivemos super à vontade! Uma decoração e ambiente bastante chillout, com Thievery Corporation a embalar a dança das velas. E os pequenos almoços (incluidos) simplesmente divinais! O único senão foi mesmo o terraço, que supostamente tem um sun lounge mas, talvez por ser inverno, estava um bocado desleixado e não muito convidativo.

Logo nessa noite aventuramo-nos pela praça Djemaa el Fna, onde rapidamente fomos “raptados” para um dos vários restaurantes. Comida deliciosa e barata (€2-3 por prato) altamente recomendável!