Uma carta do passado

2 12 2010

Há exactamente um ano atrás escrevi um mail a mim mesma e enviei-o para ser entregue um ano depois (FutureMe.org).

Na altura, ainda não sabia o que seria da minha vida a seguir ao doutoramento: viria para Paris fazer postdoc? Estaria a fazer um postdoc noutro sítio? A trabalhar em telómeros? A finalmente receber um salário?

Para além do trabalho, também no campo pessoal muitas dúvidas se punham, nomeadamente a sobreviência ou não do meu relacionamento com a distância (devido a vivências passadas, sou bastante céptica sobre este tipo de relações).

E foi com um sorriso na cara que li os meus desejos e medos de há um ano atrás. Na verdade, tudo o que queria há um ano mais uma vez se realizou. E até bem melhor do que eu poderia ter sonhado…

Sim, também hoje tenho incertezas e volto a não saber o que farei no meu futuro já tão próximo, mas este mail do meu “eu passado” lembra-me mais uma vez que a vida me tem sorrido muito e que ter corrido atrás dos meus sonhos acabou sempre por compensar.

Onde estarei daqui a um ano, dois? Não sei. Mas para mim é suficiente saber que no fim de 2010 volto a ser a mesma pessoa que era no início do doutoramento e que os meus sonhos têm sido, até agora, concretizados. A única certeza é que sou mesmo uma sonhadora e que têm sido sonhos a comandar a minha vida.

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Fun science

3 10 2010

And you, what do you see?





Abri os olhos e…

5 04 2010

Uma vida parece que passou desde o meu último post e desde que este blog se iniciou, há um aninho atrás. Na altura, a última fase do doutoramento iniciava-se e eu já tentava lutar contra a monotonia que reinou nestes 12 meses.

No entanto a vida continuava a rebolar, mesmo quando sentia o tempo parado e foi o tempo que me pregou uma grande partida! Apesar de me percepcionar num dos momentos mais letárgicos da minha vida, a verdade é que muito aconteceu e mudou… As mudanças foram rapidíssimas e enormes e talvez seja isso que agora me arregala ainda mais os olhos e me faz pestanejar incrédula, a tentar descrever como tudo aconteceu.

Pois bem, apesar da monotonia da tarefa, o doutoramento foi concluído, o que pôs fim ao meu ciclo estudantil.

Acabei por arranjar uma posição num dos lugares mais conceituados da minha área e, apenas uma semana após a chegada, já só sinto ideias a borbulhar num ambiente extremamente estimulante.

Mudei de sítio. Sayonara à cidade pacata e Olá a uma das cidades mais cosmopolitas. Ainda me sinto meia perdida, principalmente com a mudança de língua. Uma nova cidade, uma cultura diferente, um novo trabalho. Estou excitadíssima e parece-me que em tudo mudei para melhor. Para já não vejo esta cidade como a “minha cara”. Terá de competir com Lisboa (e muito), mas vou dar-lhe uma grande oportunidade.

Mas acima de tudo, tive muito tempo para pensar e analisar o meu lugar no mundo. Sei que há muito que me sinto em casa em qualquer lugar, mas fazem-me falta as amizades fortes que fui deixando para trás e que a distância não me permite nutrir como gostaria. A minha família ajuda-me a sentir bem onde quer que esteja, já que constantemente me relembra que está sempre comigo. Perdi muito nos últimos anos, mas ganhei outro tanto e parece-me que a vida é isso mesmo. Levei bofetadas, de amizades que achava para a vida… Mas apesar de quem mais me quer me dizer para aprender a não acreditar tanto, não me oferecer assim aos outros, sou teimosa e continuarei a dar a minha alma a quem a quiser. Levarei mais bofetadas? Talvez. Provavelmente. De certeza… Mas não sei ser de outra maneira e sinceramente, também não quero ser. Não me quero tornar como essas pessoas, usar e abusar enquanto preciso e depois “tchau-tchau, arrivederci”.  Afinal, o meu lema de vida é ou não é “Sê a mudança que queres ver no mundo?”. E já por estas novas bandas, alguns sorrisos me foram presenteados, por pessoas super prestáveis que me ajudaram imenso a ambientar a esta nova casa (já agora, obrigada Clarita).

E agora, os sonhos continuam e ainda mais fortes do que há um ano atrás. A motivação está em alta e num só dia fiz o que andei 6 meses para fazer. Quero muito trabalhar e trabalhar muito. E aos pouquitos, quero conhecer esta nova cidade.

Onde estarei daqui a mais um ano? Não sei. Mas não me preocupo muito porque sei que esteja onde estiver, estarei bem.





Seres inteligentes?

15 12 2009

Quem, nós?  Sim, mas não só! 😉

PS: E que rico arrozinho este cérebro dava!





I love Science!

5 11 2009

In the darkness of this limbo, from where my future looks just a smear uncertainty, a shy light shines everytime I stop to think about possible research ventures… And the more I read, the more I think, rays of light start breaking through the darkness, throwing my heart into a frenetic race.

One project proposal to make and so many exciting oportunities! This limbo it’s becoming a dreamland where everything seems possible and only the evil lab fairy seems to be the limit.

In the meantime, I dream. And dreaming, a project (two, actually) start gaining shape. But most important than the shape, they already have my enthusiasm and my childish hope that “this is it!”. Will they allow my Eureka moment to come? Please, please, please, let me have thumbs up and money for it… 😉

PS: I really do LOVE SCIENCE!