E desde dia 29 Janeiro 2010 sou oficialmente Doutora!
Custou muito, poderei ter “desperdiçado” alguns dos melhores anos da minha vida para este doutoramento, mas valeu a pena!
Aprendi muito mais do que qualquer licenciatura (das antigas, of course) me poderia ensinar, mas acima de tudo sinto que me tornei cientista, com capacidade crítica suficiente para analisar escrupulosamente os resultados.
Custou ser tratada durante tanto tempo como “estudante”, custa ainda ouvir “quando arranjas emprego”, custa sentir o fosso entre a vida científica e as profissões mais ou menos “normais”. Durante estes anos, todos os “outros” trabalharam com 14 salários bem rechonchudos, descontam para a reforma, têm planos de saude, muitos já têm carro, casa, alguns até família! Seguir para doutoramento e, depois, para uma vida em investigação implica sacrifícios e abrir mão de muitos benefícios sociais. Mas a paixão e a certeza de que trabalhamos para o futuro de todos compensam e no fim, tudo vale mesmo a pena.
Estou feliz. Não pelo título que adquiri, mas pelo meu trabalho que o título reconhece. É que ser doutorado é muito mais do que os doutores e engenheiros licenciados. Não é um prémio pelas cruzinhas feitas em exames durante 5 anos (e agora 3… vergonha…). É a recompensa e o reconhecimento pelo trabalho, muitas vezes solitário, que desenvolvemos e que contribui para o avanço no conhecimento de uma determinada área.
E agora? Agora venham as pipetas e os eppendorfs e que se faça ciência!




